A palavra bíblica para conversão é metanoia, que significa “transformação radical do eu interior; alargamento da mente; mudança total da maneira de pensar”. Converter-se é mudar a direção do caminho, significa “dar meia volta”. É tornar-se para Deus, afastando-se do pecado. Dessa maneira, podemos experimentar um novo tipo de relacionamento com Deus, como escreveu o profeta Jeremias (31.33), através de uma “aliança escrita nas tábuas de carne do coração”.
Ouvi um certo pastor pregando que “a salvação é instantânea, mas a conversão, para alguns, dura anos”. Uma verdadeira conversão consiste de três etapas básicas: compreender que o pecado é errado, entristecer-se por estar em pecado e decidir afastar-se do pecado. Sem essas três posições frente ao erro, não podemos vivenciar uma verdadeira conversão.
E como a conversão é a etapa inicial de um outro processo, a salvação, se não nos convertemos à Deus, não podemos ser salvos por Ele. Crendo, é claro, que a salvação é um processo recursivo entre Deus e o homem, onde ambos tem responsabilidades em sua execução.
Logo, quando o ser humano compreende a necessidade de converter-se, voltando-se para Deus, vivencia as maravilhosas etapas da salvação, movidas pela graça de Deus: a regeneração (Jo 6.44), a justificação (Rm 4.3), a santificação (1 Pe 1.15) e por fim, a glorificação (1 Co 15.51-52) quando Cristo retornar para buscar a Igreja.
Reflitamos sobre como anda nossos passos no processo de salvação, lembrando que para experimentar todas as etapas, precisamos dar o passo inicial, mudando nossa forma de pensar, de conceber as coisas à nossa volta. Percebendo assim que a salvação é um processo que envolve a razão, o entendimento. Não é uma crença cega, uma atitude acrítica, mas um posicionamento de quem reconhece sua posição diante da glória de Deus.
Somos salvos e CONVERTIDOS?