CLUBE DE LEITURA

Por muitos atacada e ridicularizada, a Bíblia é crida, proclamada e praticada pela comunidade cristã que busca agradar a Deus em toda maneira de viver. Com o advento do ateísmo militante e das agendas ideológicas avessas à cosmovisão judaico-cristã, os bombardeios secularistas à crença de que 66 livros, escritos por 40 autores em um espaço de 1600 anos é a Palavra de Deus crescem a todo instante. Para aqueles grupos, crer na autoridade de “um livro antigo e ultrapassado cheio de erros” é uma atitude acrítica, antiquada e assim, inaceitável.

No entanto, tais defensores que alegam não crer na Bíblia por ser cheia de erros e ultrapassada, muitas vezes nem sequer folhearam-na, nunca leram nem um livro ou capítulo inteiro. São reprodutores de discursos prontos. Replicam a perspicácia de Platão, Heródoto e Tácito, sem se saber que dos seus ditos originais até aos manuscritos copiados há um lapso temporal de até 2000 anos. Enquanto os originais bíblicos tiveram suas primeiras cópias realizadas em até 100 anos. Não somente isso, tais textos milenares lidos e relidos nas universidades com quase a mesma sacralidade, possuem poucas dezenas de cópias, enquanto os manuscritos da Bíblia Sagrada ultrapassam dezenas de milhares de reproduções fieisa. E para os que defendiam que os textos bíblicos se perderam no tempo – sem a mínima condição de serem fieis aos originais – os rolos do Mar Morto mostraram exatamente o contráriob. Muitas cópias e todas idênticas! Comparando três obras da Antiguidade: Ilíada, Mahabarata e a Bíblia Sagrada, o estudioso Bruce Metzger encontrou 99,5% de precisão apenas na Bíblia. Pouquíssimos erros, geralmente associados ao deslize da pena ou erros de grafiac.

Não é de espantar então, a célebre declaração de Sir Isaac Newton, um dos pais da Física confessando a inerrância das Escrituras: existem mais indícios seguros de autenticidade na Bíblia do que em qualquer história não-cristã.

Neste sentido, Sua suficiência para nós é completa, pois a Palavra representa água (Ef 5.25-27), carne (Hb 5.12-14), espelho (Tg 1.23-25), fogo (Jr 20.9),mel (Sl 19.10), prata (Sl 12.6), grão (1 Pe 1.23)d, dentre outros elementos. Cremos na suficiência, na autoridade, na origem divina e no poder das Escrituras Sagradas, a Palavra viva e eficaz do Senhor Deus. Sua mensagem central é o plano da salvação que Deus opera por meio de Cristo Jesus. Em todos os 66 livros encontraremos Jesus revelado de maneira implícita ou explícita. Por exemplo:

Em Genêsis, ele é a semente da mulher (Gn 3.15). Em Josué, ele é o príncipe do exército do SENHOR (Js 5.14). Em Provérbios, ele é a nossa sabedoria (Pv 3.19). Em Jeremias, ele é o ramo da justiça (Jr 33.15). Em Ageu, ele é o Desejado das nações (Ag 2.7). Em Mateus, ele é o rei Messias (Mt 2.2). Em Efésios, ele é o cabeça da Igreja (Ef 1.22). Em Pedro, ele é o pastor principal (1 Pe2.25). Em Apocalipse, ele é o digno de abrir o livro e desatar seus sete selos (Ap 5.5)e. Ou seja, ao longo dos dois testamentos, de cada bloco de livros e de cada livro individualmente vemos o plano da redenção anunciado, revelado, proclamado, explicado e consolidado em Jesus Cristo, o Verbo Vivo de Deus.

Referências

a) GILBERTO, A. A Bíblia através dos séculos: a história e formação do Livro dos livros. 2ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2019;

b) GEISLER, N. Teologia sistemática. Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2010;

b) BRUNELLI, W. Teologia para pentecostais. vol. 1. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2016; GEISLER, N.

d) GRUDEM, W. Teologia sistemática. São Paulo: Vida Nova, 2010.

e) Para consultar uma lista completa, com referências: http://firmecomoarocha.blogspot.com/2007/06/o-que-jesus-representa-em-cada-livro-da.html

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